Lá voltei hoje ao Santa Maria.
E passado uma horas de cá estar, febre.
Mesmo assim, amanhã arranca o quarto (e esperemos que último).
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Visitas simplex
Ora bem, novo sistema de visitas.
Querem visitar-me?
Vêem o calendário e escolhem uma das horas livres.
Marcam comigo essa hora (e-mail ou messenger ou telemóvel ou te-le-pa-tiaaa).
Lêem o guia de visita para saber como cá vir ter e quais as regras a seguir.
E vêm no dia à hora combinada.
Há coisas fantásticas, não há?
Querem visitar-me?
Vêem o calendário e escolhem uma das horas livres.
Marcam comigo essa hora (e-mail ou messenger ou telemóvel ou te-le-pa-tiaaa).
Lêem o guia de visita para saber como cá vir ter e quais as regras a seguir.
E vêm no dia à hora combinada.
Há coisas fantásticas, não há?
sábado, 20 de setembro de 2008
A terceira foi de vez.
Foi de vez, ela por si, porque acabou. O terceiro ciclo está feito.
Deixo-vos os meus objectivos/perspectivas actuais.
A curto prazo:
- Reverter a tendência de descida dos valores causada pela quimio e subir até valores normais. Depois, tentar sair daqui e ir a casa. Quem sabe até sair de casa.
A médio prazo:
- Talvez um quarto ciclo, talvez o transplante. Depende de como se portar a medula e dos resultados avançados aos potenciais dadores.
A longo prazo:
- Ficar curado e voltar a uma vida "normal" (se é que alguma vez tive uma).
Isto sempre com calma nos blastos e num dia de cada vez.
Pedro
Deixo-vos os meus objectivos/perspectivas actuais.
A curto prazo:
- Reverter a tendência de descida dos valores causada pela quimio e subir até valores normais. Depois, tentar sair daqui e ir a casa. Quem sabe até sair de casa.
A médio prazo:
- Talvez um quarto ciclo, talvez o transplante. Depende de como se portar a medula e dos resultados avançados aos potenciais dadores.
A longo prazo:
- Ficar curado e voltar a uma vida "normal" (se é que alguma vez tive uma).
Isto sempre com calma nos blastos e num dia de cada vez.
Pedro
Cama 16a
Dia 23 de Julho fui à Roche gravar uma peça sobre a importância do acompanhamento a doentes com cancro de mama.
Nesse mesmo dia dou entrada no hospital com o Pedro e não o trago de volta para casa. Ao contrário do que, quase, todos pensávamos o prognóstico não era o mais animador, mas continuávamos sem saber o que era.
6 dias depois recebo um telefonema calmo e sereno que me diz “já sabem o que tenho... é leucemia e está tudo bem”.
Demorei algum tempo até perceber e me caírem as lágrimas, que minutos depois mal me deixavam falar. E sim... chorei muito. Tanto que quase não conseguia respirar.
Depois, finalmente respirei fundo e meti-me a caminho de nós. Tinha acabado de descobrir que parte de mim estava doente e não era chorando que a ia curar.
Quando cheguei ao hospital encontrei nos teus olhos a mesma calma e serenidade com que recebi a noticia. E foi nesse preciso momento que soube que não havia outra maneira de vencer a leucemia, senão com amor.
Tinha de acreditar que o melhor nos estava a acontecer e que estavas divinamente protegido. E foi o que fiz.
Depois de meses sem termos tempo diário um para o outro, depois de estarmos sempre cansados, de discutirmos em vez de aproveitarmos o tempo... encontrámos tempo.
E desde esse dia que tenho tempo... todos os dias.
O que realmente me custa é isso. A chapada psicológica que uma doença destas nos dá. Do desperdício de tempo, de beijos, de abraços, de desculpas e de prioridade quando agora vale tudo o que vale.
Todos os dias são importantes naquilo que somos. Todos os dias contam a nossa história e são esses dias que nos tornam diferentes. Mas há aqueles dias em que nos tornamos todos iguais. Porque todos encontrámos o tempo para ver quem já não víamos há muito tempo, para conhecer quem queríamos há muito tempo, para voltar para trás e para olhar para a frente.
O meu obrigada a todos os abraços.
Se estou bem? Estou em paz, porque aprendi a ver situações onde antes haviam problemas. A tirar o bem onde antes só via mal. A receber e dar, ainda mais amor do muito que já havia.
E, embora saiba que está tudo diferente, sei que quando o Pedro sair do hospital vai encontrar um mundo melhor. Com mais amor, mais amizade e com o olhar ainda mais sereno com que entrou.
Porque sei, melhor do que nunca, que somos um. E é por isso que preciso que fiques bom.
Para que todos os dias, o nosso reflexo, seja de dias felizes.

"I Don't have to say it (Aw say it anyway)
Nesse mesmo dia dou entrada no hospital com o Pedro e não o trago de volta para casa. Ao contrário do que, quase, todos pensávamos o prognóstico não era o mais animador, mas continuávamos sem saber o que era.
6 dias depois recebo um telefonema calmo e sereno que me diz “já sabem o que tenho... é leucemia e está tudo bem”.
Demorei algum tempo até perceber e me caírem as lágrimas, que minutos depois mal me deixavam falar. E sim... chorei muito. Tanto que quase não conseguia respirar.
Depois, finalmente respirei fundo e meti-me a caminho de nós. Tinha acabado de descobrir que parte de mim estava doente e não era chorando que a ia curar.
Quando cheguei ao hospital encontrei nos teus olhos a mesma calma e serenidade com que recebi a noticia. E foi nesse preciso momento que soube que não havia outra maneira de vencer a leucemia, senão com amor.
Tinha de acreditar que o melhor nos estava a acontecer e que estavas divinamente protegido. E foi o que fiz.
Depois de meses sem termos tempo diário um para o outro, depois de estarmos sempre cansados, de discutirmos em vez de aproveitarmos o tempo... encontrámos tempo.
E desde esse dia que tenho tempo... todos os dias.
O que realmente me custa é isso. A chapada psicológica que uma doença destas nos dá. Do desperdício de tempo, de beijos, de abraços, de desculpas e de prioridade quando agora vale tudo o que vale.
Todos os dias são importantes naquilo que somos. Todos os dias contam a nossa história e são esses dias que nos tornam diferentes. Mas há aqueles dias em que nos tornamos todos iguais. Porque todos encontrámos o tempo para ver quem já não víamos há muito tempo, para conhecer quem queríamos há muito tempo, para voltar para trás e para olhar para a frente.
O meu obrigada a todos os abraços.
Se estou bem? Estou em paz, porque aprendi a ver situações onde antes haviam problemas. A tirar o bem onde antes só via mal. A receber e dar, ainda mais amor do muito que já havia.
E, embora saiba que está tudo diferente, sei que quando o Pedro sair do hospital vai encontrar um mundo melhor. Com mais amor, mais amizade e com o olhar ainda mais sereno com que entrou.
Porque sei, melhor do que nunca, que somos um. E é por isso que preciso que fiques bom.
Para que todos os dias, o nosso reflexo, seja de dias felizes.
"I Don't have to say it (Aw say it anyway)
'Cause we both know it's true
I wouldn’t have nothing if I didn’t have you"
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Já faz parte
Nos últimos dias tenho estado mais ausente, mesmo para quem me visitou. Neste ciclo, igual em composição ao primeiro, fui-me um pouco mais a baixo. Andei novamente sonolento e com a barriga um pouco estranha.
Agora já ando com melhor disposição mas já sei que os níveis vão descer e o cansaço vem aí. Já faz parte.
Agora é esperar boas notícias do transplante. Calmamente.
Agora já ando com melhor disposição mas já sei que os níveis vão descer e o cansaço vem aí. Já faz parte.
Agora é esperar boas notícias do transplante. Calmamente.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
A triologia
Começou ontem o terceiro ciclo de quimio.
Esperemos que o último: depois conto com o transplante e a cura.
Este ciclo acaba a 23 de Setembro, até lá os meus desejos centram-se em não arranjar infecções e em que algum dos potenciais dadores se torne dador efectivo.
Hoje já levei uma dose de MTX na coluna por punção lombar e agora está a ir pelo catéter uma dose de ciclofosfamida até à meia-noite.
Já é tarde e não tenho muito mais para dizer de momento. Esperem até me vir a parvoeira para novos posts completamente idiotas.
Esperemos que o último: depois conto com o transplante e a cura.
Este ciclo acaba a 23 de Setembro, até lá os meus desejos centram-se em não arranjar infecções e em que algum dos potenciais dadores se torne dador efectivo.
Hoje já levei uma dose de MTX na coluna por punção lombar e agora está a ir pelo catéter uma dose de ciclofosfamida até à meia-noite.
Já é tarde e não tenho muito mais para dizer de momento. Esperem até me vir a parvoeira para novos posts completamente idiotas.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Caseiro
Este é o primeiro post do blog escrito de casa.
Sim, estou em casa.
Tal como já tinham falado os médicos, havia a possibilidade de vir a casa este fim-de-semana se os valores estivessem bons. E estão.
Cheguei mesmo a ter um bónus: a segunda-feira. Volto ao Santa Maria na terça-feira de manhã.
Até lá, os blastos com calma e eu fora do blog.
Sim, estou em casa.
Tal como já tinham falado os médicos, havia a possibilidade de vir a casa este fim-de-semana se os valores estivessem bons. E estão.
Cheguei mesmo a ter um bónus: a segunda-feira. Volto ao Santa Maria na terça-feira de manhã.
Até lá, os blastos com calma e eu fora do blog.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Bronze, prata ou ouro?
Calma lá (nos blastos e não só)! Mesmo que um destes potenciais dadores seja completamente compatível comigo, espero que continuem a inscrever-se como dadores de medula.
Lembrem-se que há mais gente como eu que precisa e é sempre mais reconfortante ouvir dizer "encontrámos 57 potenciais dadores" que "encontrámos 2 potenciais dadores". Esta compatibilidade é complexa e um potencial dador não garante transplante.
Já agora, segundo me constou, temos a 3ª maior base de dados de inscritos para dadores de medula da Europa e estamos perto de sermos a 2ª maior. Em primeiro lugar parece estar a Espanha.
De que é que somos feitos?
Medula de bronze, prata ou ouro?
Lembrem-se que há mais gente como eu que precisa e é sempre mais reconfortante ouvir dizer "encontrámos 57 potenciais dadores" que "encontrámos 2 potenciais dadores". Esta compatibilidade é complexa e um potencial dador não garante transplante.
Já agora, segundo me constou, temos a 3ª maior base de dados de inscritos para dadores de medula da Europa e estamos perto de sermos a 2ª maior. Em primeiro lugar parece estar a Espanha.
De que é que somos feitos?
Medula de bronze, prata ou ouro?
Tal como o Marco Paulo
Ainda são precisas mais análises, já seguiu sangue meu e devem-lhes pedir a eles também para testar mais a fundo a compatibilidade. E ainda não são efectivos, são potenciais. No entanto, já me apetece cantar "Eu tenho dois dadores".
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Up, Up and Away!!!
Ontem foi o dia de valores mais baixos deste ciclo, e tive mesmo que levar transfusão de plaquetas e eritrócitos (que é como quem diz glóbulos vermelhos).
Foi o dia de valores mais baixos porque hoje começaram a subir. Tal como no 1º ciclo, a pressão sentida na coluna avisou antes dos resultados das análises ao sangue.
Agora? Agora é sempre a subir!
Foi o dia de valores mais baixos porque hoje começaram a subir. Tal como no 1º ciclo, a pressão sentida na coluna avisou antes dos resultados das análises ao sangue.
Agora? Agora é sempre a subir!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Nova contratação

Chama-se M-O.
E dava jeito aqui no serviço de hematologia.
Se não percebem porquê vejam o filme Wall-E.
Uma pequena demonstração dos dotes do pequeno aqui.
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