Mas há sempre quem ajude: os enfermeiros, auxiliares e médicos (um grande obrigado a todos pela boa disposição e por todo o apoio, é bom ver quando as pessoas vão além do dever do trabalho) e os colegas de luta. Dos colegas de luta podia falar de todos: os senhores da sala 2, as senhoras da sala 1, os da leucemia, os do linfoma, os das doenças hematológicas raras, os que já têm dador de medula, os que ainda esperam, os que não precisam, os curados, os que lutam por se curar, os que perderam a luta, os que ainda vão descobrir que têm uma luta para travar, todos eles... , mas não. Vou falar no grupo dos malandros, dos doidos, dos malucos.
>> Equipa B: na foto, da direita para a esquerda - Pedro a congeminar algum plano impensável para conseguir fotografar todos os elementos que trabalham na unidade de hematologia. Sr. Zé a incentivar o indíviduo à sua esquerda a contribuir para o caos na unidade, quando lhe devia era incutir juízo. André, de quem era esperado que se sentisse pouco à vontade por ter vindo para Portugal de propósito para se curar, mas que tem um (até maior que o normal) à vontade do caraças.
Estes três indivíduos são extremamente propensos a criar situações que fogem completamente à vida normal do hospital e podem causar dores de barriga de alta intensidade devido a riso convulsivo. Sempre com a ajuda da boa disposição da equipa de enfermagem, auxiliar e até médica. As conversas nunca são normais, as acções quase sempre inesperadas e apenas se pode garantir um melhoramento na boa disposição.
Colega?!? Manda!!!
PS: Esta palavra-chave e devida resposta tem a ver com uma característica da vida hospitalar que é a subida dos carros da comida pelo elevador a isso destinado. Elas são banda-sonora habitual via inter-comunicador por estas bandas e foram adoptadas por esta estranha equipa como, digamos, uma espécie de cumprimento.